Com um escopo do trabalho delimitado, que já incluia a nossa meta artística e a temática com a qual estamos trabalhando, iniciamos o trabalho de construção da narrativa cênica a partir da improvisação. No primeiro ensaio, propus um exercício de imaginação com o qual começamos a construir a cena do estupro sofrido pela personagem. Nos ensaios seguintes, trabalhamos com um exercício de interrogatório enquanto a atriz dançava. Em casa, selecionei e reorganizei as informações produzidas em um roteiro baseado no formato de um documento de game design, afim de usá-lo como base para as improvisações seguintes. Estabelecendo uma visão geral do espetáculo e um contexto, com a gênese da personagem e o enredo da peça. Três semanas depois do início do processo já temos uma estrutura dramática definida, passagens do texto verbal da personagem e ações físicas construidas. Hoje trabalhamos com um exercício desenvolvido por Boal, analisando físicamente as vontades e contravontades da personagem que estamos compondo. E o processo continua...